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21
Ago
Saiba como o Brasil contribuirá com o Sínodo sobre a Família
Saiba como o Brasil contribuirá com o Sínodo sobre a Família

A Igreja no Brasil também se prepara para participar do Sínodo sobre a família, que terá sua segunda etapa de 4 a 25 de outubro próximo no Vaticano.


Cinco bispos vão representar o episcopado brasileiro durante o evento: Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB; Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo (SP); Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA); Dom Geraldo Lírio Rocha, Arcebispo de Mariana (MG); e o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida (SP).


O Sínodo é um encontro de bispos de diversas partes do mundo, que buscam auxiliar o Papa nas reflexões de assuntos importantes como, por exemplo, a família. O evento tem como tema principal “A vocação e missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”.


“Nós levamos para o Sínodo uma reflexão muito ampla e não só, mas uma prática de ação pastoral em defesa da vida e em favor da família, que se consolidou no Brasil em todas as regiões”.


Além desses aspectos positivos, as dificuldades do povo brasileiro, sobretudo dos indígenas e afrodescendentes, dos que vivem nas metrópoles e no interior, também serão pauta na reunião de bispos.


Dentre essas dificuldades, o bispo destaca o relativismo, a descrença, a perda dos valores morais, a situação das famílias em dificuldades de toda ordem, bem como as questões ligadas ao divórcio e às relações homoafetivas. Esses problemas foram diagnosticados a partir de um levantamento feito no Brasil – da mesma forma que em outros países – a pedido do Papa Francisco.


“Vamos refletir e aprofundar, a partir dos parâmetros que a Igreja obedece, porque ela tem sempre em mira a fidelidade à Palavra de Deus e àquilo que o Magistério tem dito desde a antiguidade até os nossos dias. Afinal, a Igreja não rompe com aquile que faz parte do que chamamos de “Depósito da Fé” e dos ensinamentos da Igreja no campo moral”, explicou Dom Geraldo.


Estratégia de trabalho


Por ser um evento mundial, o Sínodo tem suas estratégias para organizar as discussões, como por exemplo, as plenárias e os grupos de trabalho. As plenárias são os principais momentos de discussão, nas quais cada país fará suas colocações e apresentará suas respectivas realidades.


Já os grupos de trabalhos são a ocasião em que os bispos, separados por idiomas, vão elaborar as proposições que, ao final, do Sínodo serão apresentadas ao Papa Francisco. Os idiomas oficiais do Sínodo são: latim, inglês, italiano, francês, espanhol e o alemão.


Dom Geraldo destaca que o Sínodo não terá um documento final a ser apresentado a toda a Igreja, mas um documento que deverá ser entregue ao Santo Padre para que ele sim, em nome da Igreja, apresente uma exortação apostólica pós-sinodal.


“Como dizia São João XXIII: nós vamos rever as questões para mudar aquilo que pode ser mudado e manter o que deve ser mantido. O Sínodo vai procurar fazer esse grande discernimento: o que pode ser mudado? O que deve ser preservado? É na comunhão da fé e na unidade da Igreja, com a Graça de Deus e na luz do Espírito Santo, que vamos procurar trazer como contribuição para que o Papa apresente a resposta da Igreja para o mundo atual”, salientou.


Dom Geraldo esclarece ainda a originalidade do Sínodo. “Não é um parlamento, mas um encontro de bispos na qualidade de pastores da Igreja. Não é uma reunião de técnicos, de especialistas ou de peritos em determinada matéria, de alguma ciência. O Sínodo é um acontecimento eclesial, logo, ele se respalda na palavra de Deus e no Magistério da Igreja”.


Aos católicos brasileiros que, assim com o restante da Igreja, esperam algo novo após o Sínodo, Dom Geraldo convida para oração a fim de que o Espírito Santo faça a obra desejada.


“A grande mensagem que eu gostaria de comunicar é esta: entremos em clima de oração. O que nós devíamos discutir, já discutimos; questões que devíamos apresentar, já apresentamos; daqui para frente temos que rezar para que o Espírito de Deus ilumine o Sínodo”.


Fonte: Canção Nova

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